sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Eleição da Direcção Nacional do PAN
domingo, 7 de outubro de 2012
Homenagem à égua Spirit
A homenagem consistiu na plantação de uma oliveira no local onde foi encontrada a Spirit e colocação de uma placa, conforme poderão ver na ligação do evento no Facebook. http://www.facebook.com/events/195317060603140/196297007171812/?notif_t=plan_mall_activity
Quem fez o resgate da Spirit foi a Associação Their Voice Portugal - Associação para a Protecção de Cavalos, uma organização internacional que está em Portugal, concretamente nas Caldas da Rainha, desde Junho.
http://www.facebook.com/TheirVoicePortugal?ref=stream
http://www.theirvoiceportugal.com/pt/
sexta-feira, 20 de julho de 2012
O bem-estar das galinhas
A nossa resposta
Bem Estar Galinhas JL 19jul2012
O texto completo
Não poderíamos deixar de responder ao artigo de opinião do Prof. Moisés Espírito Santo, na edição da semana passada do Jornal de Leiria. O autor do artigo “O bem-estar das galinhas” parece não conhecer bem o assunto acerca do qual resolveu escrever. Vamos fornecer-lhe alguns factos para que o Professor e os leitores possam ficar esclarecidos acerca do mesmo. Em primeiro lugar, classificar os direitos dos animais de “(…) derivado do sub-produto ideológico, caseiro, do século XX (…)” é um erro grave, já que histórica e culturalmente, este movimento tem acompanhado a humanidade pelo menos desde a Antiguidade Clássica. Já Triptolemus, o mais antigo legislador de Atenas, em 485 a.C. escreveu sobre a Abstinência de Comida Animal.
Gostaríamos de informá-lo de algumas características peculiares das galinhas, que talvez não sejam do seu conhecimento. A Dra. Lesley Rogers, etóloga jubilada da Universidade de Nova Inglaterra (Austrália), após anos de investigação no Centro de Neurociência e Comportamento Animal, chegou à conclusão que as aves têm capacidades cognitivas equivalentes às dos mamíferos, até dos primatas. As galinhas são animais inteligentes, que chegam a superar cães e gatos em muitos testes de cognição avançada. Num estudo do Silsoe Research Institute em Inglaterra, os investigadores mostraram que as galinhas têm a capacidade de fazer uma escolha consciente para adiar a gratificação, ou seja, as galinhas descobriram que se recusassem a comida, mais tarde receberiam mais comida. A revista Discovery explicou a importância deste estudo desta forma: “As galinhas não vivem apenas no presente mas podem antecipar o futuro e demonstrar auto-controlo… algo anteriormente atribuído apenas aos humanos e outros primatas…”. Estas aves, que são os parentes vivos mais próximos do dinossauro T-Rex, tal como os humanos e outros primatas formam comunidades bem organizadas, são criaturas socialmente inteligentes e aprendem umas com as outras de forma sofisticada, conforme descobriram os cientistas da Universidade Macquarie (Austrália), que ganharam o Australian Museum Eureka Prize por esta descoberta. As descobertas da pesquisa do Dr. K-lynn Smith e do Professor Chris Evans, apelidadas de revolucionárias, levou a que já tenham sido introduzidas no currículo do ensino secundário no Reino Unido. Também o New York Times reporta que as galinhas têm a capacidade de entender que um objecto, quando retirado e escondido, continua a existir, de acordo com a investigação do Dr. Giorgio Vallortigara e da Dra. Lucia Regolin, algo que até aqui se pensava apenas atribuível aos humanos. Outro estudo, da Universidade de Bristol, parece apontar que as galinhas caseiras são capazes de sentir empatia, a capacidade de sentir a dor dos outros, pelo menos para com os seus pintos. Sob condições comerciais, as galinhas regularmente encontram outras aves mostrando sinais de dor e sofrimento “devido a práticas de criação de rotina ou devido a alta prevalência de condições, tais como fraturas ósseas ou distúrbios das pernas”, dizem os investigadores.
De referir que durante 12 anos esta directiva comunitária esteve na gaveta à espera que os estados membros tomassem as devidas providências de adaptação. E 12 anos depois, a maioria corre atrás do prejuízo pois deixou andar até à última. Relativamente ao bem-estar das galinhas esta directiva pouco muda. A intenção é boa, no entanto o espaço a que as galinhas têm direito agora é o de uma folha de papel A4. Já não estão imobilizadas, é certo, mas em termos de bem estar animal, a melhoria foi de uns cm2. As aves continuam a não ter o espaço vital ao seu bem-estar numa coisa tão mínima como é estender as asas.
O Professor talvez não saiba também que as galinhas são, indiscutivelmente, o animal mais consumido no planeta. Nos Estados Unidos, mais de 7 biliões de frangos são mortos pela sua carne em cada ano e 452 milhões de galinhas são usadas por causa dos seus ovos. Noventa e nove por cento destes animais passam as suas vidas em total confinamento — desde o momento em que eclodem do ovo até ao dia em que são mortos. São criadas e mortas mais galinhas para comida do que todos os outros animais terrestres combinados. Os frangos passam as suas vidas inteiras em barracões imundos com dezenas de milhares de outras aves, onde a intensa aglomeração e confinamento levam a surtos de doença. Eles são criados e drogados para crescer tanto e tão depressa que as suas patas e órgãos não conseguem manter-se, provocando ataques cardíacos, falência de órgãos e tornando as deformações das patas algo comum. Muitos frangos não aguentam o seu próprio peso, ficam aleijados e acabam por morrer porque não conseguem alcançar os bebedouros. Quando têm apenas 6 ou 7 semanas de idade, são amontoados em gaiolas e transportados para o abate. Centenas de milhões ficam com asas e pernas quebradas devido ao rude manuseio e milhões morrem do stress da viagem.
No matadouro, quando retiram as galinhas das caixas atam-lhes as patas com um fio e penduram-nas nuns ganchos móveis, que as levam de cabeça para baixo até um tanque com água que está electrizada. A cabeça entra na água e com a voltagem adequada, elas ficam dessensibilizadas e a seguir passam para a zona onde tem as lâminas que lhes cortam a garganta. Apesar deste processo tentar assegurar que elas não sentem nada, muitas vezes a voltagem não é a adequada para assegurar o tempo suficiente de inconsciência até que se dê a anoxia e a morte. Sem isso, os animais recuperam os sentidos e sentem todo o processo. Isto é, a regulamentação prevê e tenta assegurar o mínimo sofrimento dos animais, mas daí até à prática, vão falhando em termos de fiscalização e formação dos que trabalham nesse sector.
As aves exploradas pelos seus ovos, chamadas "poedeiras" pela indústria, são amontoadas juntas em gaiolas de arame, onde não têm espaço suficiente para abrir as suas asas. Porque as galinhas são amontoadas tão juntas, estas são forçadas a urinar e defecar noutras aves. Têm parte dos seus bicos sensíveis cortados para que não se biquem mutuamente devido à frustração criada pelo confinamento não natural. Após os seus corpos estarem esgotados e sua produção cair são enviadas para abate, geralmente para serem transformadas em sopa de galinha ou comida de gato ou cachorro, porque a sua carne sofreu muitas agressões para ser usada para algo mais.
Porque os pintos machos de poedeiras criadoras são incapazes de colocar ovos e não são criados para produzir carne excessiva para a indústria da carne, eles são mortos. Todos os anos, mais de 100 milhões destas aves jovens são moídas vivas ou atiradas para sacos onde ficam a sufocar.
E porque no mundo de hoje tudo está interligado, um estudo de 2006 que envolveu 135.000 pessoas descobriu que aqueles que comem frequentemente frango grelhado sem pele tinham um risco 52% maior de sofrer de cancro da bexiga do que pessoas que nunca comeram. A quantidade de amónio (gás incolor e irritante gerado a partir da decomposição microbiana dos dejectos) existente nos aviários, a quantidade de hormonas de crescimento e de medicamentos que estes animais são obrigados a consumir durante o seu pouco tempo de vida, além das condições stressantes de transporte e abate, são fatores que contribuem para que a carne destas aves, consumida pelos humanos e por outros animais, esteja contaminada e provoque doenças.
O Sr. professor recorreu insistente e falaciosamente ao apelo ao ridículo, chamando, por exemplo de “regalias” às condições mínimas de vida que devem ser dadas a estes seres sencientes. Os animais têm necessidades básicas inerentes à sua natureza, as quais são evidentemente inibidas quando eles são criados em espaços artificiais, sujos e sobrelotados. É portanto fundamental não se confundir necessidades naturais com “luxos”. De resto, quando conseguir deixar de ver os animais como objectos e quando conseguir deixar de focar a sua atenção unicamente nos lucros das pessoas que os exploram, talvez consiga compreender realmente esta questão.
domingo, 24 de junho de 2012
Tourada a património cultural e imaterial da Humanidade - publicação de protesto no Jornal de Leiria
na edição de 21 de junho do Jornal de Leiria foi publicado novamente o nosso comunicado acerca da promoção da tourada a património cultural e imaterial da humanidade na pág. 16, no espaço dedicado aos leitores, conforme podem verificar AQUI.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Comunicado do Conselho Local de Leiria sobre a candidatura da Tauromaquia a Património Cultural e Imaterial da Humanidade
quinta-feira, 22 de março de 2012
Dia Mundial da Água

Comemora-se hoje o Dia Mundial da Água e o PAN Leiria não poderia deixar de o assinalar! Elaborámos um documento informativo acerca da relação da água com o que comemos, com base nas informações das Nações Unidas, através da FAO (Food and Agriculture Organization)!
Iniciaremos hoje uma campanha de informação acerca deste importante tema para todos os que habitam o nosso belo planeta!
Podem consultar o documento AQUI!
sábado, 17 de março de 2012
Palestra Pedagogia Waldorf
Palestra sobre Pedagogia Waldorf, a decorrer na próxima 6.ª feira, dia 23 de Março.
Será na Biblioteca Municipal de Leiria pelas 18h e é organizada pela Iniciativa Waldorf Leiria.
Para mais pormenores, consultem o CARTAZ.
Se puderem e fizer sentido, divulguem por favor.
http://www.partidoanimaisnatureza.com/
http://pan-leiria.blogspot.com/
http://www.facebook.com/pan.leiria
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Comunicação Social publica denúncia do PAN sobre envenenamento de cães
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Comunicado - Envenenamento de cães na Praia Velha
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Comunicado do PAN sobre a discussão no Parlamento da Petição pelo fim das corridas de touros em Portugal
A discussão da petição pelo fim das corridas de touros em Portugal, que teve lugar na quinta-feira, dia 19, na Assembleia da República, é elucidativa da importância atribuída aos animais não-humanos pelos partidos com assento parlamentar: praticamente nenhuma. A pouca importância que se lhes reconhece é na qualidade de objectos, de coisas sem valor intrínseco nem propósito que não seja o de satisfazer caprichos humanos, neste caso de entretenimento.
Com a excepção da deputada Catarina Martins do Bloco de Esquerda, que ainda assim revelou a existência de diferentes opiniões dentro do seu partido, todos os intervenientes se manifestaram contra a abolição da tauromaquia, e portanto a favor da manutenção de Portugal no restrito grupo de países que aceita, encoraja e subsidia uma actividade medieval que promove e romantiza a violência e a insensibilidade.
Falou-se de cultura, de tradição, de liberdade, de gosto, como se qualquer destas palavras bonitas pudesse servir de justificação para os maus-tratos aos animais. Claramente, o bem-estar e a dignidade dos touros e dos cavalos não têm, para os actuais deputados da nação, qualquer relevância, tendo o ser humano o direito absoluto de dispor deles como e para o que bem entender, ainda que isso lhes cause sofrimento e morte.
São estes os deputados que todos elegemos, e as suas palavras não podem deixar de causar repúdio e embaraço a todos quantos aceitam a evidência científica de que a maioria dos animais são seres inteligentes e sencientes que não temos o direito de maltratar e explorar, mas antes a responsabilidade de preservar e cuidar. É isso que defendemos intransigentemente, pelo que, quando o PAN tiver representação na Assembleia da República, Portugal contará finalmente, como a Madeira já conta, com uma voz alternativa ao cego e cruel antropocentrismo que hoje minou a discussão sobre a tauromaquia. Quando o PAN tiver representação na Assembleia da República, Portugal ouvirá finalmente a voz daqueles que não têm voz.
sábado, 7 de janeiro de 2012
Manifestação contra a venda da EDP e a favor de ética na política
- Terça-feira
- Hora18:30 até 21:30
- OndePraça do Rossio em direcção ao Largo do Camões, em Lisboa
O PAN convoca toda a população, e convida todas as forças sociais e políticas, bem como movimentos de cidadania e associações humanitárias e ambientais, para uma marcha pacífica de protesto contra esta decisão e a favor de ética na política e em todos os sectores da vida nacional. Está na altura de acordarmos da apatia e mostrar que rejeitamos o capitalismo neoliberal selvagem que está a tomar conta de Portugal, da Europa e do mundo, destruindo a vida de homens e animais e devastando a natureza em prol da ganância e do lucro. Portugal não é do Estado nem do governo. Portugal é dos portugueses e nós não estamos à venda a quem der mais.
A produção de energia eléctrica na China não é uma actividade sustentada, sendo a China um dos países mais poluidores do mundo. Este país nem sequer considerou assinar o protocolo de Quioto e continua a utilizar o carvão como principal combustível nas suas centrais termoeléctricas sem quaisquer preocupações pelas implicações climáticas de tal actividade. Na verdade, nem quando recorre à produção hidroeléctrica a China o faz de forma ética e sustentada. Vejam-se os problemas resultantes da construção (pela empresa que agora comprou a participação na EDP) da barragem das Três Gargantas, no rio Yangtzé. De acordo com a Amnistia Internacional, esta construção não teve em conta questões ambientais e sociais fundamentais: foi construída sobre uma falha tectónica, conduziu (e conduz) a grandes deslizamentos de terras, destruiu estilos de vida sustentados de comunidades locais rurais e piscatórias, trouxe à região uma alternância de períodos de secas e inundações que têm agravado seriamente a erosão do local e a proliferação de doenças tropicais que nunca aí se haviam detectado e desalojou mais de um milhão de cidadãos sem direito a qualquer indemnização ou realojamento. A Three Gorges está ainda associada ao espancamento, em 2006, do activista chinês da região de Yangtzé, Fu Xiancai. Este activista, depois de uma entrevista a uma televisão alemã onde teceu fortes críticas ao empreendimento em que a empresa tinha interesses, foi alvo de uma violência brutal que o deixou paraplégico. É a este país e a esta empresa que acabámos de vender mais de 1/5 de uma das maiores e mais lucrativas empresas portuguesas!
A electricidade é um bem público. Sendo a concorrência à EDP pouco significativa, ficamos sujeitos aos caprichos de quem detém os meios de produção que estarão nas mãos de uma nação que não demonstra qualquer respeito pelos direitos humanos. Recordamos que a empresa Three Gorges não é uma empresa privada: pertence à República Popular da China. Não deixa de ser, no mínimo, irónico e trágico que se queira retirar uma empresa estratégica do domínio público português para a entregar a capitais igualmente públicos, mas agora estrangeiros.
Embora defendamos uma diminuição da presença do Estado no tecido empresarial português, somos completamente contra a privatização de empresas de importância estratégica ou inseridas em sectores não concorrenciais. Este é o caso da EDP: a sua privatização coloca sérias questões relativamente à independência de decisão sobre a gestão da energia eléctrica (e sua produção), bem como sérias preocupações acerca da segurança nacional. Sendo o sector praticamente um monopólio natural, dificilmente os consumidores terão a ganhar com a operação.
Com a abertura ao investimento chinês em Portugal, que ameaça estender-se à banca, estamos a agravar a dívida das gerações vindouras; só que desta vez a dívida, mais do que as finanças, empenha a democracia e a liberdade dos cidadãos portugueses. Esta opção pela China torna-se ainda mais incompreensível quando estavam em cima da mesa duas propostas brasileiras — uma da Eletrobras e outra da Cemig — e uma proposta alemã da E.ON.
Todo este processo demonstra que a única coisa a que os governantes portugueses deram importância foi aos yuans chineses. Preocupações com o superior interesse nacional, a segurança do país, o bem-estar dos Portugueses, o respeito pelos direitos humanos, a escravatura, a ocupação ilegal de territórios, pura e simplesmente não foram tidos em conta pelos nossos governantes.
Esta é apenas mais uma e trágica evidência de que nas raízes desta crise financeira, por detrás do fantasma da dívida e dos demónios da austeridade, está uma crise de valores. Por isso o PAN defende que é cada vez mais importante dar mais valor aos valores que verdadeiramente contribuem para o bem de tudo e de todos.
Vamos protestar pacificamente contra esta decisão no dia 10 e exigir transparência e ética na política nacional, europeia e mundial!
Concentração a partir das 18.30 no Rossio e marcha para o Largo do Camões. Convidamos todas as forças políticas e sociais, bem como todos os movimentos de cidadania e associações humanitárias e ambientais, a aderirem numa frente comum contra a barbárie neoliberal e a favor de uma nova sociedade e de uma nova Civilização centrada na ética, na cooperação e na solidariedade com todos os seres.
Passa a palavra, vem e traz muitos amigos!